Em tempo de disseminação de notícias falsas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destacou-se no combate à desinformação e no esclarecimento de boatos com a campanha TSE contra Fake News, durante as Eleições Gerais de 2018.

A iniciativa foi reconhecida ao receber menção honrosa na manhã desta terça-feira (3), na categoria “Tribunal” do 16º Prêmio Innovare. A cerimônia foi realizada na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, e contou com a presença da presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) foi o grande vencedor da categoria, com a ação chamada Trampo Justo, que abre vagas de emprego para adolescentes que vivem em abrigos e são obrigados a deixar as casas de acolhimento quando completam 18 anos.

TSE contra Fake News

A campanha do TSE, criada entre o primeiro e segundo turnos das Eleições 2018, compreendeu a criação de uma página no Portal do TSE intitulada “Esclarecimentos sobre Notícias Falsas”, contendo respostas diretas e imediatas aos mais diversos boatos que circulavam pelas redes sociais, sobre supostas denúncias de fraudes e falhas durante o processo eleitoral.

Na página, também foram veiculados 14 vídeos e spots de rádio, com duração de até um minuto, em linguagem simples e direta. Além disso, foram promovidas publicações coordenadas de conteúdo informativo em diferentes plataformas e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, para disseminar conteúdo informativo de qualidade por meio das redes sociais.

Reconhecimento

Para a assessora-chefe de Comunicação do TSE, Ana Cristina Rosa, participar como finalista do Prêmio Innovare  representa um  reconhecimento muito importante às ações coordenadas pela Ascom durante o pleito de 2018, pois o projeto em si também tem grande relevância para a sociedade e para a democracia como um todo.

“No nosso caso específico, pela vivência que tivemos em 2018 quando enfrentamos um ataque institucional, pelo trabalho que fizemos sob pressão e de maneira reativa naquele momento, essa premiação é, de fato, muito importante, e mostra que nós estávamos no caminho certo, pois respondemos de maneira criativa, ágil e dentro do limite dos nossos recursos. É muito bom ver que esse trabalho conseguiu esse reconhecimento”, disse.

Ana Cristina lembrou, ainda, da qualidade dos trabalhos com os quais concorreu e destacou que a prática do TSE foi a única finalista na área de Comunicação, uma vez que os demais projetos estão relacionados a ações realizados por juízes, promotores, defensores públicos e advogados. “É um reconhecimento ao trabalho da área de Comunicação, que é cada vez mais importante e estratégico”, frisou.

Já o assessor-chefe de Gestão Eleitoral (Agel) do TSE, Thiago Fini Kanashiro, ressaltou que o trabalho envolveu diversas unidades do TSE e também os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). “Conseguimos, dia após dia, ir resolvendo, planejando, endireitando os caminhos e tivemos um segundo turno muito mais tranquilo do que o primeiro em relação à imagem da instituição. Defendemos a Justiça Eleitoral, o sistema brasileiro de votação e a própria democracia. Chegar entre os finalistas é muito bom, é incrível”, afirmou.

Parcerias

Idealizada pela Ascom da Corte Eleitoral, a campanha TSE contra Fake News contou com a parceria da Assessoria de Gestão Eleitoral (Agel), da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), representada pela servidora Adriana Silva, da coordenadora do Núcleo de Rádio e TV do TSE, Ana Paula Ergang, e da servidora Rakell Dimanski, que atua no Núcleo de Campanhas e Redes Sociais da Ascom, além dos TREs de todo o país.

O projeto ganhou projeções ainda maiores após as Eleições de 2018 e, ao ser aprimorado, tornou-se uma das iniciativas precursoras do Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020, lançado pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, em agosto deste ano.

O Programa já conta com 45 instituições parceiras, entre órgãos públicos e privados, partidos políticos e plataformas digitais e de serviço de mensagem. Entre as entidades parceiras, estão o Ministério Público Federal (MPF), o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Tribunal de Contas da União (TCU), agências de checagem de fatos, o Google, o Facebook, o Twitter e o WhatsApp.

Fonte: TSE