Representantes do grupo gestor do Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontraram-se, nesta quinta-feira (5), com membros da Secretaria de Comunicação (Secom) do Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo do encontro foi implementar o acordo de cooperação técnica assinado entre os dois órgãos em novembro de 2019, no qual o TCU se comprometeu a apoiar as iniciativas do TSE para combater a disseminação de desinformação durante o processo eleitoral municipal deste ano.

“A ideia é que se promova uma espécie de sinergia das áreas de Comunicação no que diz respeito a esse enfrentamento à desinformação no processo eleitoral”, conta Ana Cristina Rosa, assessora-chefe de Comunicação (Ascom) do TSE e integrante do grupo gestor. Ela destaca que, durante a reunião, as duas equipes planejaram uma série de ações nas áreas de fact-checking, produção e compartilhamento de conteúdos e educação midiática, entre outras frentes. Também foi planejada uma entrevista do juiz auxiliar da Presidência do TSE e coordenador do Programa de Enfrentamento à Desinformação, Ricardo Fioreze, a ser veiculada para o público interno do TCU.

Para Elaine Dantas, secretária de Comunicação do TCU, o encontro serviu para alinhar ações coordenadas a serem desenvolvidas pelos dois órgãos ao longo deste ano para, entre outros objetivos, monitorar as informações que serão divulgadas envolvendo processos ou julgamentos do Tribunal de Contas da União. “Planejamos uma ação coordenada entre a Secom/TCU, em Brasília, com os estados, para monitorar o uso das informações relacionadas aos processos do TCU durante as eleições e informar à imprensa [caso sejam divulgados dados inverídicos]”, disse.

A proposta é fazer um monitoramento local das notícias que circulam em redes sociais e na imprensa sobre o TCU e seus julgamentos em relação a candidatos e, com isso, esclarecer quaisquer distorções dos fatos que possam ser divulgados. Segundo Elaine, é muito comum o uso da lista de pessoas que tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União – que é entregue ao TSE nos anos eleitorais – para difamar candidatos. A inclusão do nome da pessoa nessa lista não indica automaticamente a sua inelegibilidade, que precisa ainda ser declarada pela Justiça Eleitoral.

Também foram planejadas ações em que o TCU e o TSE compartilharão conteúdos sobre o enfrentamento da desinformação para a conscientização de seus públicos internos, como os servidores da Justiça Eleitoral e os representantes do TCU em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Segundo Ana Cristina Rosa, essa ação está incluída no segundo eixo do Programa, denominado “Alfabetização Midiática e Informacional”. Para isso, o TCU indicará servidores que participarão do treinamento de Educação Midiática que o TSE está organizando para o mês de abril.

Além de Ana Cristina Rosa e Elaine Dantas, participaram da reunião, por parte da Ascom do TSE, a coordenadora do Núcleo de Rádio e TV, Ana Paula Ergang, e a servidora do Núcleo de Campanhas e Redes Rakell Dimanski. Por parte do TCU, também estiveram presentes a diretora da Secom, Ana Cristina Siqueira Novaes, a diretora de Imprensa, Paula Pilenghi, a chefe do Serviço de Conteúdo, Cintia Ayres, e a especialista em Comunicação Rubia Marchetti.

Fonte: TSE