Nesta segunda-feira (11), a iniciativa Redes Cordiais aderiu formalmente ao Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020, lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto do ano passado. O novo parceiro se une a outras 48 instituições – entre partidos políticos, entidades públicas e privadas, plataformas de mídias sociais e serviços de mensagens – que se comprometeram a trabalhar com o TSE para minimizar os efeitos negativos provocados pela desinformação no processo eleitoral brasileiro.

Criado em 2018, o Redes Cordiais visa a semear, por meio de workshops voltados aos influenciadores digitais, conhecimentos relacionados à comunicação não-violenta, à luta contra a disseminação de notícias falsas e à educação digital para as redes sociais. A jornalista Alana Rizzo, uma das fundadoras do projeto, explica que o influenciador tem responsabilidade perante os seguidores e, por isso, deve estar atento para não ser o condutor de boatos. Na avaliação da comunicadora, a educação midiática é importante para assegurar que, além do compartilhamento de conteúdo confiável, haja capacidade de diálogo nas mídias sociais.

Para o juiz auxiliar da Presidência do TSE, Ricardo Fioreze, coordenador do grupo gestor do Programa de Enfrentamento à Desinformação, a expectativa é de que o Redes Cordiais contribua para informar e conscientizar digital influencers sobre assuntos relacionados ao processo eleitoral brasileiro. “Apesar de ainda não termos alinhado estratégias, acredito que o parceiro possa inserir, nos debates que promove, a desinformação em contextos eleitorais, de modo que esta passe a ser uma preocupação dos influenciadores digitais”, destaca.

Alana Rizzo adianta que serão acrescidos nos workshops organizados pelo Redes Cordiais cursos que ensinarão o que é permitido e o que é proibido postar em períodos eleitorais. Nessas oficinas, os participantes conhecerão mais sobre a legislação que rege o processo eleitoral brasileiro e aprenderão quais são os melhores canais para a checagem de informações. “Teremos também cursos on-line para o grande público, principalmente o mais jovem, ensinando a combater a desinformação e capacitando para o diálogo com foco no período eleitoral”, exemplifica a jornalista.

Programa de Enfrentamento à Desinformação

O Programa foi instituído pela Presidência do TSE em agosto de 2019 para combater os efeitos negativos provocados pela desinformação no processo eleitoral brasileiro, tendo como foco as Eleições Municipais de 2020. Atualmente, conta com 49 instituições parceiras, entre partidos políticos e entidades públicas e privadas que buscam fortalecer a segurança da informação na internet.

A iniciativa da Corte Eleitoral orienta-se fundamentalmente por seis eixos temáticos: organização interna; alfabetização midiática e informacional; contenção à desinformação; identificação e checagem de desinformação; aperfeiçoamento do ordenamento jurídico; e aperfeiçoamento de recursos tecnológicos.

Confira abaixo a lista das instituições que já assinaram o termo de adesão:

1. Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert);
2. Associação Brasileira de Imprensa (ABI);
3. Associação Brasileira de Internet (Abranet);
4. Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel);
5. Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint);
6. Associação Nacional dos Jornais (ANJ);
7. Agência Aos Fatos;
8. Associação Acredito;
9. Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom);
10. Associação InternetLab de Pesquisa em Direito e Tecnologia;
11. Boatos.org;
12. Conselho Gestor da Internet (CGI.br);
13. Instituto Palavra Aberta;
14. Instituto Update;
15. Ministério da Justiça e Segurança Pública;
16. Ministério Público Federal;
17. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
18. Partido Avante;
19. Partido Comunista do Brasil (PCdoB);
20. Partido Democracia Cristã (DC);
21. Partido Democratas (DEM);
22. Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB);
23. Partido Solidariedade;
24. Partido Progressista (PP);
25. Partido Republicanos;
26. Partido Trabalhista Brasileiro (PTB);
27. Politize!;
28. Safernet Brasil;
29. Sociedade Brasileira de Computação (SBC);
30. Secretaria Executiva do Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral;
31. Agência Lupa;
32. Partido Social Cristão (PSC);
33. Partido Podemos (Pode);
34. Partido Democrático Trabalhista (PDT);
35. Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;
36. Instituto Não Aceito Corrupção;
37. Google;
38. Facebook;
39. Twitter;
40. WhatsApp;
41. Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner);
42. Um a Mais Serviços de Tecnologia e Consultoria Ltda;
43. Tribunal de Contas da União (TCU);
44. Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep);
45. Instituto de Liberdade Digital;
46. Freitas e Bittencourt Sociedade de Advogados;
47. Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e Grupo Nacional de Coordenadores Eleitorais (GNACE);
48. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT.DD);
49. Redes Cordiais.

Fonte: TSE